Veiculo: Chevrolet Opala SS 1974

Características: Motor 2.5, cabeçote preparado, Sobrealimentado com Blower e Injetado.



Não se trata de um Legitimo SS, mas uma conversão para o modelo bastante fiel, com todos os acessórios do SS, como painel, volantes, faixas, adesivos e tudo mais.
Apaixonado pelo carro, o dono procurava por algo mais no pobre 4 cilindros, apesar de já ser o motor 2.5, ainda ficava devendo em desempenho.
Procurando por algo diferente e exclusivo, após longa conversa chegamos a conclusão que o carro merecia algo mais nostálgico e que rendesse uma resposta imediata, o tão falado e pouco conhecido Blower; com uma condição: Que tudo ficasse dentro do capô, sem cortes ou tumores.
Outro ponto que foi discutido foi quanto a alimentação; dupla carburação que conferiria um bom volume de ar admitido, porém com um consumo bastante alto, o que desqualificaria o carro para o uso no dia a dia e viagens; ou injeção eletrônica, que também teria a vazão suficiente e garantiria o maior desempenho e menor consumo possível. Optado pela injeção, faltava decidir qual delas, analisando dentre as disponíveis no mercado,optamos pela não tão conhecida Megasquirt, uma injeção eletrônica programável via computador com várias vantagens sobre as programáveis brasileiras, contando com mapas 12x12 tanto de ignição quanto de injeção de combustível, correção por sonda lambda, controle de atuador de marcha lenta e sensor de pré detonação dentre outras várias funcionalidades que as nacionais ainda estão longe de possuir. Uma excelente injeção eletrônica por um valor muito mais acessível.
Um retrabalho no cabeçote, incluindo aumento de válvulas, dutos e equalização de fluxo, balanceiros roletados e os tuchos que antes tinham sido travados, foram substituídos por tuchos hidráulicos, conferindo ao motor uma emissão de ruídos menor e regulagens mais espaçadas.
Definido o projeto, começaram as adaptações, coletor foi confeccionado para acondicionar o blower 4:53, bastante grande, teve de ser muito bem acondicionado para caber dentro do cofre, dois corpos de borboleta foram unidos, dando um fluxo bastante grande e um visual bem agressivo, lembrando uma carburação dupla, um visual interessante, não descaracterizando o visual esportivo do antigo SS.
Usando uma bomba elétrica de Mercedes e dosador original que confere 3.8 bar de pressão diferencial, faz com que os bicos que foram projetados para trabalhar nesta pressão, tenham o leque e pulverização original.
O cabeçote foi usinado para os bicos e a flauta, conforme a foto ao lado que já mostra os balanceiros roletados.
Um cabeçote trabalhado assim, garante um menor esforço nas varetas e no comando, elimina atritos desnecessários, eliminando perdas no motor, neste sentido, foi eliminada também a ventoinha solidaria à bomba d’água, que foi substituída por uma ventoinha elétrica, na frente do radiador; que por sua vez, foi trocado pelo modelo novo e o reservatório passou a ser pressurizado, aumentando a eficiência do sistema de arrefecimento.
Freios a disco nas quatro rodas e disco ventilado na dianteira, garantem que sempre que for necessário párar, o carro vai párar, afinal de contas, de nada adianta um carro forte para uso no dia a dia se não tiver segurança.
O projeto não para por aqui, apesar de ter acerto conservador feito na rua para amaciar o motor, já tivemos alguns imprevistos, sendo eles, duas caixas 4 marchas do opala 6 cilindros quebradas.
Agora com o motor quase amaciado, começa a segunda etapa do projeto.
Bicos abertos por eletroerosão para alimentar o motor, retrabalho nas polias do compressor (aumentaremos ainda mais a potência), e como as caixas não estão suportando o torque que o carro tem, o carro ganha uma Clark nesta etapa.
Em breve, noticias sobre a segunda etapa do Opala.